A educação inclusiva tem o objetivo de atender à diversidade, ou seja, promover o acesso ao ensino regular de crianças e jovens com deficiência, altas habilidades, de qualquer gênero, etnia, crença ou condição social.

Há algum tempo, o tema educação inclusiva é discutido pela sociedade e pelo Estado. Mas, nos últimos anos, essa questão vem ganhando ainda mais força, pois há uma cobrança maior da sociedade com o governo. Mas, ainda existe muito a ser feito e debatido, por isso, é importante que os profissionais da área e também os interessados pelo assunto, mantenham-se em constante atualização, fortalecendo assim as práticas e o debate. E como forma de estar por dentro da inclusão na educação, recomendamos cursos online, congressos, workshops e, é claro, muita leitura. Não à toa o Educamundo possui dois cursos na área, são eles: o Curso Educação Inclusiva e o Curso Educação Especial Inclusiva.

Que a desigualdade social é um dos maiores problemas do Brasil, você provavelmente já sabe. Mas você sabe o que isso significa e quais são as consequências? Sabe a importância de aprender sobre educação inclusiva? Ou quais as soluções para estes casos?

Neste artigo você irá encontrar as respostas para essas perguntas e de muitas outras dúvidas que surgem sobre essas questões. Continue lendo e fique por dentro do assunto.

Educação Especial Inclusiva: influências da desigualdade social

Um dos principais problemas do Brasil e do mundo é a desigualdade social. Essa disparidade ocorre por vários fatores, desde a falta de oportunidades no mercado de trabalho, à inclusão de pessoas que necessitam de atendimentos especiais para frequentar as escolas. Mas qual o seu significado?

A desigualdade social é um fenômeno que causa desequilíbrio no padrão de vida dos habitantes de um país, seja na economia, no mercado ou nas escolas. O Brasil está entre os países com maiores PIBs (Produto Interno Bruto) do mundo, mas por outro lado, também está entre os com maiores índices de desigualdade social. Nosso país está na frente de apenas 13 nações no Ranking da Igualdade. Apesar dos números terem melhorado nos últimos anos, esse contraste social, ainda continua sendo um grande problema.

Essa desigualdade pode acarretar em vários outros prejuízos para a sociedade, como o aumento da criminalidade, desemprego, educação de má qualidade, infraestrutura inadequada para atender a toda população, além de preconceito racial, de gênero, de cultura e status.

A educação inclusiva, além de vários outros elementos, faz parte do processo para melhorar os números de igualdade. Incluir é saber conviver e respeitar pessoas e costumes diferentes.

O dever do Estado é garantir igualdade de acesso a todos os cidadãos às escolas públicas que, de acordo com a Lei, é um direito de todos. Porém, há alunos que necessitam de um atendimento diferenciado dentro da escola, devido às suas necessidades especiais e é neste momento que surgem os Professores de Apoio.

Mas, além da desigualdade, vários outros fatores colaboram para a exclusão de pessoas com deficiência, como a falta de estrutura nas escolas e a ausência de profissionais qualificados, além do preconceito e a falta de informações. Continue lendo para compreender um pouco mais sobre esses fatos.

Professores de apoio

Os Professores de Apoio exercem seus ofícios junto com os demais pedagogos, com o objetivo de facilitar a inclusão de alunos com deficiências às escolas, visto que esses estudantes possuem limitações, sejam físicas ou intelectuais, de exercer as atividades escolares normalmente.

Um projeto de lei apresentado em 2010, e que ainda aguarda apreciação do Senado Federal, pode tornar obrigatória a introdução de professores capacitados para ajudar, quando houver necessidade, crianças que apresentam algumas limitações. Mas, em alguns casos, como de alunos que possuem o transtorno de Autismo, a legislação já exige a presença desses “cuidadores”.

As crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por lei, tem direito de receber o acompanhamento de professores para auxiliar nas atividades cotidianas do ambiente escolar, pois os comportamentos consequentes da doença, em diferentes graus, restringem suas capacidades de interação com outras pessoas ou de manterem o foco. Além de apresentarem, em alguns casos, dificuldade de aprendizagem.

A escola também deve estar preparada para receber crianças com problemas auditivos e visuais. Nestes casos, os professores precisam se adaptar a presença desses alunos, usando técnicas para facilitar o aprendizado.

O Decreto Federal Nº 5626, determina que a Língua de Sinais (Libras) seja incluída como matéria curricular em cursos de formação de profissionais da educação, declara ainda, que as instituições de ensino devem ofertar cursos de capacitação em libras as esses professores, além de garantir o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua, sendo a Língua de Sinais a primeira, para os alunos surdos.

Apesar de todas as medidas legislativas, o número de profissionais continua sendo muito baixo para atender uma demanda muito grande.

Se você é um educador ou se interessa por essa área, fazer um curso de Educação Inclusiva vai te ajudar a desenvolver práticas e adquirir conhecimentos que irão favorecer a sua experiência dentro da sala de aula.

Diferença entre educação especial e educação inclusiva

  • A educação especial engloba as instituições de ensino que atendem crianças com deficiência ou altas habilidades. A escola inclusiva tem uma abrangência mais ampla, significa a inclusão de todos os estudantes no ensino regular, independentemente de gênero, etnia, condição social, nível intelectual etc. Grosso modo, podemos dizer que a educação especial está dentro da educação inclusiva. Portanto, quando dizemos “educação especial inclusiva” significa o acesso de alunos com deficiência na escola regular.

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Educação especial inclusiva ao longo dos tempos

No dia 3 de dezembro, desde 1992, é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que tem como objetivo conscientizar a população da importância da inclusão dessas pessoas na sociedade que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 10% da população mundial é composta por pessoas que portam alguma necessidade especial e no Brasil, aproximadamente 24% dos cidadãos são pessoas com deficiência, de acordo com dados apresentados pelo IBGE.

Em um contexto histórico, pessoas com dificuldades especiais sempre enfrentaram preconceito. O direito à educação era negado a elas. As escolas não eram preparadas para receber alunos que não podiam se adaptar aos métodos de ensino. Para resolver este problema, começaram a surgir institutos especializadas na educação de crianças, jovens e adolescentes com deficiência.

Um dos institutos mais conhecidos no Brasil é Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. A APAE, como é conhecida essa associação, foi fundada no Brasil em 1955, com o objetivo levar o ensino a pessoas que não eram aceitas em escolas convencionais. A iniciativa deu tão certo, que hoje existem mais de duas mil APAES espalhadas por todo território brasileiro, atendendo alunos com diferentes dificuldades, principalmente intelectuais.

Começou a ser discutido, a partir do século XIX, a inclusão de deficientes nas escolas de ensino regular. Mas, muitas instituições ainda não estão preparadas para receber essas pessoas, seja pela falta de estrutura e materiais didáticos adequados ou pela carência de professores instruídos a lidar com tais exigências.

Muitos especialista defendem o fato de que a inclusão não funciona como deveria. As escolas e o Ministério da Educação (MEC) deveriam buscar por mais profissionais da área, como intérpretes para os surdos. Eles dizem ainda, que quando o aluno encontra dificuldades para compreender os ensinamentos, acaba desistindo dos estudos.

Contudo, pesquisas mostram que o Brasil vem aumentando cada vez mais no número de alunos com deficiências nas escolas comuns. A porcentagem de estudantes especiais matriculados no ensino regular aumentou em 81% em comparação com o ano de 2005. A iniciativa ainda é recente, então a tendência é que essa quantidade aumente ainda mais com o passar dos anos.

Na vida dos alunos com deficiência, a escola pública tem o papel de prepará-los, através do conhecimento, para o mercado de trabalho, possibilitando cada um de criar os seus princípios éticos e morais, tendo a oportunidade de introduzirem no mercado e construir uma carreira, além de dar acesso igualitário para todos. As escolas privadas, possuem os mesmos objetivos, porém o seu acesso é mais limitado.

A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Cofenen) fez um pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tirar das escolas privadas, a obrigação de se adaptar para receber pessoas com deficiência, com o argumento de que as medidas geram alto custo. Porém o STF negou o pedido. É indispensável saber que, essas instituições, são proibidas de cobrar mensalidades mais altas a esses alunos. Especialistas dizem que é um direito do deficiente e das famílias escolher onde quer estudar, seja em escolas públicas, privadas ou especializadas, portanto a lei continua em vigor para todas as instituições.

Por isso, é muito importante, você educador, estar atento aos vários cursos ead existentes no mercado que irão ajudar a melhorar suas habilidades e conhecimentos a cerca do assunto. Além de ser uma ótima oportunidade para carreira, justamente por causa dessa carência de profissionais especializados no setor.

Experiência dentro da sala de aula

Com a existência do preconceito ou simplesmente por falta de informações, muitos pais e até mesmo educadores, acreditam que a presença de alunos especiais pode atrapalhar o aprendizado das outras crianças dentro da sala de aula. Porém, isso não é verdade.

Recentemente, uma pesquisa feita pelo Instituto Alana, revelou que a educação especial inclusiva, traz benefícios, não somente para os deficientes, como também para aqueles que conseguem cumprir as atividades do cotidiano sem dificuldades.

Os estudos indicam que, para pessoas com deficiências, a interação com os outros estudantes, melhora o desempenho nas matérias, além de que as chances desses alunos completarem o ensino médio são maiores. Já para aqueles que não possuem necessidades especiais e até mesmo para o corpo docente, a inclusão melhora a tolerância às diferenças, diminuindo o preconceito e fazendo com que essas pessoas se tornem mais resilientes e, a longo prazo, esse benefício pode se estender para as comunidades, aumentando o nível de acolhimento e compreensão das pessoas.

A inclusão faz com que o deficiente se torne menos dependente, sabendo lidar com diferentes situações do convívio com pessoas no seu dia-a-dia, contribuindo para emancipação dos mesmos, o que irá refletir também, na busca pela introdução no mercado de trabalho.

Segundo uma pesquisa realizada em 2015, o percentual de pessoas com deficiências no mercado de trabalho, aumentou em 5,75% em 2015 se comparado ao ano de 2014. O que evidência os resultados positivos da inclusão, ainda que em "passos curtos". Esse, também é um dos motivos do quão é importante debater sobre a educação especial inclusiva.

Contudo, a falta de informação dos pais e da sociedade em geral, além do despreparo das escolas, faz com que as famílias busquem por instituições especializadas, principalmente para os deficientes intelectuais, o que dificulta ainda mais a caminhada contra o preconceito à inclusão escolar.

Por tanto, é muito importante a união de pais, professores, especialistas e principalmente do governo, para melhorar a qualidade de vida das crianças com deficiência. Cabe aos pais exigirem que os direitos de seus filhos sejam cumpridos.

A presença de deficientes nas escolas se tornou um paradigma a ser quebrado e felizmente, aos poucos, os obstáculos estão sendo vencidos. Mas, sem dúvidas, o preconceito ainda existe. O professor não pode dar as costas para o bullying, tratar como uma "brincadeira de criança" algo tão sério, principalmente se essas ofensas são feitas diretamente a pessoas com deficiência. Muitos desses alunos não têm condições físicas ou psicológicas de lidar com as ofensas e isso pode prejudicar, diretamente, o empenho desses estudantes.

A conversa aberta com os alunos, sobre deficiência, pode quebrar paradigmas, uma vez que muitas crianças sentem medo da aparência ou do modo de agir de alguns e, por instinto, acabam excluindo seus colegas de sala.

O que é a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva?

  • É um documento, criado em 2008, pelo Grupo de Trabalho da Política Nacional de Educação Especial, equipe da secretaria especial do MEC, que passou a garantir o acesso à escola regular a alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

Estratégias para promover a inclusão escolar

Muito além de estrutura física das escolas, as mudanças para a educação especial inclusiva devem acontecer, principalmente, dentro da sala de aula. As atividades pedagógicas devem atender a todos os alunos, tanto os que possuem deficiências, quanto os que não tem. As atividades que não dão oportunidades de interação, podem acabar prejudicando a experiência de inclusão.

Cabe aos professores estudarem e adotarem as melhores estratégias para as atividades dentro da sala de aula. Felizmente, os cursos livres online podem ajudar você a conhecer algumas das estratégias para promover a inclusão escolar.

Adaptar os métodos de ensino dentro da sala de aula é uma ótima dica. Dê atividades que desafiem os alunos, com o objetivo de melhorar o desempenho de cada um, tirando o foco das limitações de pessoas com deficiências. Foque nas capacidades e não nas limitações. É importante ser flexível, otimizando os resultados dos alunos.

Não é porque uma pessoa tem necessidades especiais que o seu tratamento dentro da sala de aula tem que ser diferente dos demais, as atividades devem ser as mesmas. Todos têm capacidade de desenvolver suas habilidades, ainda que alguns precisem de métodos diferentes para fazer a mesma coisa, como alunos com deficiência visual que usam a escrita em braile ou uma lupa eletrônica para ampliar as letras, ou como os deficientes auditivos que usam a habilidade da leitura labial ou comunicação gestual (Para isso é importante ter um professor de apoio que seja intérprete de libras), ou seja, os recursos e as estratégias devem ser diferentes para cada caso de dificuldade.

Outra estratégia é trabalhar em equipe, pois pode tornar a experiência mais agradável para os estudantes, o que possibilita os alunos com e sem deficiência interagir mais uns com os outros, além de proporcionar maior aprendizado ao educador e todos envolvidos, como a escola e a comunidade.

Fazer da inclusão um projeto da escola, irá incentivar todos a "abraçar" a causa, possibilitando que os alunos com deficiência sejam mais facilmente aceitos, tanto dentro da sala de aula, quanto no âmbito escolar.

Promover reuniões com as famílias e a comunidade, para falar de inclusão, ajudará ainda mais no processo de enquadramento de alunos especiais as salas de aula, além de quebrar as barreiras do preconceito. Mas, o primeiro diálogo deve ser feito pela escola para os professores, com o objetivo de mostrar a importância dos mesmos para a educação, pois muitos ainda não sabem como lidar com a inclusão de pessoas com deficiências.

De inicio, com certeza, não vai ser fácil se adaptar às diferenças, mas com o tempo, o convívio e a experiência irão garantir que os resultados sejam positivos, tanto para você educador, quanto para os alunos.

Capacitação: curso Educação Inclusiva e Curso Educação Especial Inclusiva

Mesmo possuindo diferenças, quando falamos em capacitação, estará mais completo o profissional que buscar conhecimentos tanto em educação inclusiva quanto em educação especial. E como dissemos no início do artigo, aqui no Educamundo, portal mais procurado para capacitação neste segmento, você encontra o curso Educação Inclusiva e o curso educação Especial Inclusiva.

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