Os processos de gestão empresarial mudaram muito nas últimas décadas, especialmente a partir dos anos 90, com o efeito da globalização e com o conceito de qualidade total emergindo.

Desde então aumentou a necessidade de empresas focarem em atender as expectativas e satisfação de seus clientes, e isso inclui preço aliado à qualidade.

Nesse contexto, a Contabilidade de Custos deixa de figurar como mera auxiliar em avaliação de estoques e lucros globais e passa a ter um papel bem mais importante: de controle e fornecedora de informações para tomada de decisões.

Ao profissional da área, o desafio é dominar os conceitos básicos da Contabilidade de Custos, pois ela é bem complexa e tem suas especificidades, assim como sua terminologia.

A importância da terminologia de custos

Conhecer e dominar a terminologia de custos é o caminho para que os profissionais consigam mensurar de forma eficaz os elementos contábeis nos relatórios. Dessa forma, conseguem contribuir com melhorias nos processos de registro e, principalmente, na gestão.

Gastos, despesas, custos: é tudo igual a mesma coisa, uma vez que significam saídas de recursos? E desembolso? Entenda!

Esses termos indicam como o valor do que a empresa oferece como produto é composto. A partir disso, uma análise irá definir se vale ou não a pena produzir determinado produto, ou se um modelo de negócio funcionará e ainda o que precisa ser melhorado (quais itens) para que a empresa se torne mais eficiente.

Veja as principais definições:

  • Gasto: é uma saída financeira com a qual a organização arca para obter um produto ou serviço qualquer. É representado pela entrega ou promessa de entrega de ativos, normalmente dinheiro. Exemplos: gasto com mão de obra, gasto com compra de matéria-prima.

  • Investimento: gasto feito em função de sua vida útil ou de ganhos futuros. Exemplos: compra de maquinário (investimento permanente) e compra de matéria-prima (investimento circulante).

  • Custo: é um gasto relacionado a um bem ou serviço utilizado para produzir outros bens ou serviços. Os custos têm subdivisões, podem ser fixos, variáveis, diretos e indiretos. Exemplos: Energia elétrica é um gasto que depois se transforma em custo. A compra de matéria-prima é um gasto que se transforma em investimento circulante e depois vira custo (e que vira investimento novamente, até que a mercadoria seja vendida).

  • Despesa: é o bem ou serviço consumido de forma direta ou indireta para se obter receitas. Exemplo: a comissão de vendedores.

  • Desembolso: é o pagamento relacionado à aquisição do bem ou serviço.

  • Perda: bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. Exemplo: perdas com incêndios.

A terminologia exige cuidado e atenção pois muitos elementos mudam de definição conforme o processo. O gasto com mão-de-obra, por exemplo, é um custo de produção. No entanto, se ocorre uma greve e a organização precisa contratar mão de obra externa para continuar com a produção, esse gasto será identificado como perda.

Por que exista a classificação de custos?

A classificação de custos pode ser feita de várias maneiras, sempre de acordo com a sua finalidade. A classificação é usada para o cálculo de sistema de custos variáveis.

Sua importância se dá, principalmente, para que se saiba diferenciá-los dos custos fixos, a fim de se obter subsídios para definir o preço de venda, baseando-se na oscilação de custos.

Entenda de uma vez a diferença entre custo e despesa

A importância de saber a diferença entre custo de despesa é, principalmente, para fins contabilidade financeira, uma vez que os custos são incorporados aos produtos e as despesas têm seus lançamentos feitos diretamente na demonstração financeira.

A sua identificação é necessária para as organizações definirem com mais clareza a margem de contribuição de seus produtos (o valor que sobra após os produtos serem vendidos e após os custos serem deduzidos).

Os custos sempre estão relacionados à produção de bens ou serviços e as despesas são os valores referentes a recursos consumidos para o funcionamento da organização.

O que é custeio por absorção

Custeio por absorção é um dos métodos de custeio utilizado na Contabilidade de Custos. Trata-se de um processo que apura custos com a finalidade de rateá-los nas fases da produção de um bem ou serviço.

Trabalha tanto com os custos fixos quanto com os custos variáveis, que são absorvidos quando atribuídos a uma unidade de produção ou a um produto. Cada um recebe uma parcela do custo, até que todo o valor aplicado tenha sido absorvido pelos estoques finais ou pelo custo dos produtos vendidos.

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Exemplos de custos diretos e indiretos

Custos diretos

  • Matéria-prima
  • Mão de obra direta
  • Material de embalagem
  • Energia elétrica das máquinas
  • Depreciação de equipamentos

Custos Indiretos

  • Aluguel da fábrica
  • Gastos com limpeza da fábrica
  • Energia elétrica não associada à produção (do setor administrativo, por exemplo)
  • Salários dos chefes de supervisão das equipes de produção

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