Como estará o mundo nas próximas gerações? Será que nossos recursos naturais serão suficientes? É possível o progresso sem destruir nosso meio ambiente? Essas e muitas outras perguntas cercam o tema da sustentabilidade, da ecologia e do uso dos recursos naturais em vários setores da sociedade. Você já deve ter ouvido falar de inúmeras conferências governamentais a respeito do assunto, como a Agenda 21, uma das mais recentes, por exemplo. E o assunto realmente não se esgota, são ONGs especializadas promovendo manifestos, associações, e também o setor educacional, com cursos universitários, cursos online, palestras, conferências abertas, Cursos Online de Desenvolvimento Sustentável, entre outros. As questões ambientais são de difícil solução, porque temos uma relação complexa com a tecnologia, com o meio ambiente e também com as questões políticas e sociais relacionadas ao desenvolvimento econômico. 

Por isso, o conceito de desenvolvimento sustentável vai muito além do que conseguimos enxergar no nosso cotidiano, não está somente agregada à militância de determinadas alas políticas, ou mesmo dependente de ONG’s diversas, estas últimas, geralmente mais associadas à sustentabilidade de maneira mais prática, explico: ONG’s ligadas ao tema geralmente atuam diretamente na manutenção do meio ambiente, com ações relacionadas ao lixo, à água, à poluição do ar, contaminação do solo, etc. O assunto demanda profissionalismo, boa vontade política e colaboração da sociedade em geral.  

A onda verde 

Mas como começou o movimento conhecido como “onda verde”? A ideia, na verdade, é bem recente. Após uma série de eventos e manifestações populares nos anos 70, que pregavam o conceito de que o homem deve retirar o que precisa da natureza, e devolver o necessário para que ela permaneça viva, e também da Conferência de Estocolmo, da ONU em 1972, as questões ligadas ao meio ambiente ganharam força.

Já em 1983, na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, foi criado o conceito de Desenvolvimento Sustentável, cuja ideia central é aliar o Desenvolvimento Econômico à Preservação Ambiental. Essa comissão apresentou seu relatório final na conferência Rio-92, esse relatório, que foi chamado de Relatório Brudtland traz soluções, metas e formas de implantar programas de desenvolvimento sustentável. Desde então estamos “correndo atrás” do lema: “Atender as necessidades da atual geração, sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas próprias demandas”.

Para que que cada vez possamos garantir o desenvolvimento sustentável, é preciso que a sociedade esteja preparada. Já provamos que a movimentação política e diplomática não são suficientes para garantir que as metas e objetivos sejam alcançados. Por isso, além da política, vários setores da sociedade necessitam de profissionais bem preparados para planejar e executar ações que tragam benefícios tanto para o desenvolvimento econômico quanto para o meio ambiente.  

As quatro dimensões da sustentabilidade  

A ONU também estabeleceu, recentemente, alguns valores que demonstram bem os objetivos do desenvolvimento sustentável, através de quatro dimensões principais para as ações de sustentabilidade.  

Dimensão Social  

Traz a inclusão de grupos antes excluídos da esfera da convivência social, da promoção da paz entre grupos conflituosos, a convivência entre os diferentes de maneira saudável, valorizando sempre a vida humana de maneira a promover sua longevidade.

Dimensão Econômica 

Aborda a utilização equilibrada dos recursos naturais que são usados na produção dos bens de consumo e dos serviços, busca também promover a justiça econômica, o acesso ao sustento para todos, sem exclusões, promovendo justiça social e a implantação de uma economia solidária responsável.

Dimensão Ecológica  

Aborda a relação do homem com a natureza, de maneira a proporcionar mais soluções para minimizar o impacto da utilização constante dos recursos naturais, utilizando-se cada vez mais das maneiras sustentáveis para convivência, gerando menos dependência da exploração e promovendo a autossuficiência responsável para que não faltem recursos, nem haja desequilíbrio ambiental.

Visão Holística   

Trata da relação do homem consigo mesmo, de maneira ética e responsável, promovendo sua interação com outros seres vivos.

Para você que quer atuar na área ou mesmo se especializar no tema, é importante se aprofundar um pouco mais no assunto. Para isso vamos pensar no desenvolvimento sustentável, como mostrado no Relatório Brudtland:  ele contempla o tema através de uma trinca de elementos básicos da sustentabilidade, composta por redução do consumo, reutilização e reciclagem.

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Redução do consumo

Diz o ditado que “luz que se apaga é luz que não se paga”, e é verdade. Mas por trás da economia financeira que conseguimos apagando luzes desnecessárias ou desligando aparelhos das tomadas está o consumo de água, a manutenção de caríssimas usinas, funcionários e toda a estrutura que move a energia elétrica. Um bom exemplo recente foi a crise hídrica dos reservatórios da Cantareira, em São Paulo, onde, além de planejamento, faltou economia e gestão dos recursos. Além da água, a exploração de minérios traz fortes impactos ambientais. Hoje, lamentamos a tragédia da cidade de Mariana, em Minas Gerais onde, evidentemente, faltou uma atuação séria no sentido de auditoria e fiscalização ambiental, fator somado também com as questões administrativas, políticas e aos interesses econômicos dos responsáveis. Aqui neste caso também percebemos o desequilíbrio na relação entre economia e preservação do meio ambiente. Infelizmente a cidade foi completamente destruída e os recursos naturais de uma grande extensão territorial foram comprometidos. Portanto, a redução da exploração de minérios, madeira e economia de água e energia são importantes fatores de prevenção para que não aconteçam tragédias ou escassez de recursos.

Mas, claro, o conceito de redução também nos atinge, como consumidores. Pensar antes de comprar, de trocar um item por um novo, principalmente os eletrodomésticos e eletroeletrônicos pode reduzir o impacto ambiental. Também fazer a opção por produtos mais duráveis, e produtos que contenham embalagens que permitam sua reutilização e reciclagem, são algumas das ações que podemos tomar para contribuir com o desenvolvimento sustentável.

Reutilização dos recursos  

Atenção para não confundir com a Reciclagem, que veremos logo abaixo. Reutilizar algo é apenas colocá-lo para outro uso, sem necessidade de transformá-lo, com um novo processo de fabricação. Por exemplo, você já ouviu falar da “Luz Engarrafada” ? Trata-se de uma lâmpada caseira produzida com uma garrafa pet, água e elementos para fixá-la no telhado. Os raios de sol incidem sobre a garrafa e espalham luz para dentro do ambiente. Pois bem, essa invenção do mecânico brasileiro Alfredo Moser dá o que falar pelo mundo. A Lâmpada de Moser, como ficou conhecida, é uma ideia simples, um bom exemplo de reutilização de recursos e que já beneficiou milhões de pessoas em mais de 15 países, principalmente em regiões pobres e com pouco ou nenhum acesso à energia elétrica.

A reutilização dos recursos no nosso dia a dia pode fazer uma grande diferença no meio ambiente, são várias pequenas ações que vão desde reutilizar a água das lavadoras de roupa para limpeza de calçadas, até a utilização de garrafas pet como vasos para plantas, entre outros exemplos.

Já a construção civil tem um grande desafio no que diz respeito à reutilização de materiais. Atualmente o nível de desperdício é altíssimo, e mais de 50% do material desperdiçado é depositado em lixões e aterros sanitários, sem critérios específicos para seu descarte. Boa parte do entulho pode ser reaproveitada, mas falta no país mão de obra especializada para o setor.

São necessários mais Profissionais que façam a gestão dos resíduos e coloquem em prática projetos de sustentabilidade para evitar danos ambientais, e ainda fomentar o equilíbrio econômico das obras.

Reciclagem 

Perdão pelo trocadilho, mas a ideia de desenvolvimento sustentável não se sustenta sem a reciclagem. Essa é, definitivamente a parte mais prática de todo o processo.

Existem inúmeros programas de reciclagem no Brasil, sejam governamentais ou empresariais. Também há muitas ONG’s que lidam diretamente com a prática da reciclagem. E mesmo assim há muita demanda, a produção de resíduos é muito grande e o descarte, na maioria das vezes é inadequado, mesmo existindo, por exemplo, a Lei da Logística Reversa, que torna os fabricantes responsáveis pelos resíduos e descarte adequado dos seus produtos, conforme se esgota sua vida útil. Essa mesma lei também obriga o consumidor, ou seja, eu e você, a descartarmos esses resíduos de maneira separada dos outros, para auxiliar a logística reversa e a coleta seletiva.

Neste sentido, mais uma vez construção civil está em evidência, infelizmente de maneira negativa. As possibilidades de reciclagem dos materiais de construção é imensa, mas não acontece na maioria dos casos. Mais uma vez surge o problema de falta de fiscalização, e também de especialistas na área, para que se possa ter um nível ideal de reciclagem dos resíduos sólidos deste setor.

Já no nosso dia a dia, além do papel, do plástico e do papelão, alguns elementos podem ser reciclados, desde que separados adequadamente, como por exemplo:  

Óleo de Cozinha  

Elemento altamente poluidor e nocivo ao meio ambiente não deve ir para o ralo em hipótese alguma. Ele pode ser transformado em sabão, biodiesel, tintas, massa de vidraceiro e outros produtos. Basta, após o seu uso, colocá-lo em uma garrafa plástica e destiná-lo aos postos de coleta ou ONGs que o transformarão.

Pilhas e Baterias de Celulares  

Também são extremamente nocivos e devem ser descartados em separado. A boa notícia é que existem muitos postos de coleta, patrocinados por empresas que reciclam esses materiais. Eles estão em bancos, supermercados, escolas, universidades e vários outros locais.

Baterias automotivas 

Todos os lugares que vendem baterias automotivas são obrigados a aceitá-las de volta como descarte, e dar o destino correto para a reciclagem. O Brasil não é autossuficiente em chumbo, matéria-prima que compõe as baterias, o que força sua importação. Além da economia de mercado, a poluição é evitada.

Os certificados do Educamundo podem ser usados para:


Prova de Títulos em Concursos Públicos

Horas complementares para faculdades

Complemento de horas para cursos técnicos

Progressão de carreira em empresas

Turbinar seu currículo

Revolucionar sua vida profissional e acadêmica

Educação para o desenvolvimento sustentável 

Mas existe uma ação preventiva que pode ser a mais importante de todas quando se pensa no conceito de desenvolvimento sustentável. Essa ação, sem dúvida, é a Educação para a sustentabilidade. 

A atuação do meio educacional para contribuir para o desenvolvimento sustentável é um dos pilares do para se amenizar o problema a nível mundial. No ano de 2014, a Unesco manifestou essa preocupação na Conferência de Nagoia (Japão). O documento procura traçar uma estratégia a nível mundial para que as instituições de ensino adotem práticas sustentáveis nos seus currículos. Além disso, existem práticas muito interessantes e bem simples para salvar o meio ambiente.

Este conceito já existe em algumas instituições, infelizmente em iniciativas isoladas, mas que já servem de exemplo para que outras adotem essas práticas. A chamada Alfabetização Ecológica consiste em formar estudantes que tomem decisões sustentáveis no seu cotidiano, e envolve não só os alunos das escolas, mas também funcionários e famílias da comunidade. Uma das escolas que desenvolveu esse projeto foi a Escola Comendador Joaquim Alves, na cidade de Pirenópolis-GO.

Já que a Educação é um dos pilares do desenvolvimento sustentável, podemos citar, além da Educação Básica, a educação universitária e também a educação com foco em capacitação.

Neste sentido, considera-se que os cursos online são extremamente sustentáveis. O uso da tecnologia educacional EAD permite menos deslocamento, portanto menos poluição e menos uso de papel e água, pois a ausência do estudante de uma estrutura física diária de aprendizado, causa impacto praticamente zero. Pense nisso!

Ética e desenvolvimento sustentável 

Além de todos esses fatores existem questões éticas muito sérias a serem consideradas. Com a Onda Verde, muitas empresas foram flagradas utilizando do conceito de “ecologicamente corretas” ou “sustentáveis” sem estarem realizado as ações que dariam a elas este status. Empresas sérias que participam das ações de desenvolvimento sustentável, sempre terão certificações como a da ISO 14000, por exemplo, que trata das ações e avaliações de risco ambiental na atividade empresarial.

Desenvolvimento sustentável, portanto, é um conjunto de ações que devem acontecer simultaneamente em vários setores da sociedade. Desde os projetos de lei elaborados pelos políticos, às ações implantadas por agentes ambientais voluntários, passando ainda pelos diversos órgãos de fiscalização, e também, pela minha e pela sua casa, escola e local de trabalho. Todas essas ações visando o progresso e o desenvolvimento econômico. Também fica evidente a necessidade de mais pessoas qualificadas profissionalmente para atuar na área, em todas as esferas, seja no planejamento, ou na prática. 

Então chegou a hora de colocar tudo em prática, inscreva-se no nosso  Curso Online Desenvolvimento Sustentável e aproveite para comentar conosco aqui no blog suas ações para tornar o mundo mais sustentável e justo para as próximas gerações.