Deficiência visual é a perda total ou parcial da visão. Toda diminuição de visão em caráter irreversível caracteriza deficiência visual – essa condição pode acontecer súbita ou gradativamente. Não se encaixa nesse grupo quem tem problemas que podem ser resolvidos com o uso de lentes ou cirurgias, como astigmatismo, miopia ou hipermetropia.

A deficiência visual é a que mais afeta pessoas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40 milhões de indivíduos vivem com baixa visão ou cegueira. Já no Brasil, 3,6% da população está nesse grupo, sendo o tipo de deficiência mais representativo por aqui, de acordo com o IBGE. Uma condição séria e que há muito para desvendar, a deficiência visual possui muitos graus e pode afetar qualquer pessoa, sobretudo se não há prevenção contra doenças e outros males. Além disso, é a mais comum nos casos de deficiências múltiplas.

Hoje em dia, porém, graças ao esforço de especialistas e incentivos, já temos acesso a muita informação. Há muitas fontes e dados precisos, além de conteúdos atualizados presentes em cursos online, como no Curso Online Deficiência Visual, do Educamundo. Profissionais que trabalham, educam e lidam diretamente com deficientes visuais, familiares e interessados em desvendar tudo que permeia essa condição podem estudar por meio de cursos a distância e compreender todos seus aspectos.

Neste artigo, explanaremos alguns dados interessantes que são detalhados em um curso de deficiência visual. Para saber mais, aprender e se engajar, leia com atenção, inspire-se com os cursos EAD e compartilhe esse conhecimento com outras pessoas.

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Aspectos gerais e cursos online sobre deficiência visual

Definindo a deficiência visual

O que é deficiência visual? Quando se trata dessa condição, muita gente acredita que apenas os cegos (que não enxergam nenhuma projeção de luz) fazem parte desse grupo, um fato equivocado. Deficiência visual, na definição geral, abrange tanto quem tem cegueira total quanto visão reduzida (baixa visão). São muitos níveis que dependem da avaliação médica e dos apoios que o indivíduo precisará para ter mais autonomia.

Clinicamente falando, considera-se cego quem necessita do sistema Braille para leitura e orientação. Já pessoas com baixa visão podem contar com outros aparatos para ajudar em sua percepção, como lentes e lupas, mas que vão muito além dos óculos convencionais que muitos usam para correção de problemas. Ou seja, a deficiência visual tem caráter definitivo, independente de tratamento cirúrgico ou clínico, diferente de uma miopia ou hipermetropia, por exemplo.

Para que você entenda o que é deficiência visual, é importante falar especificamente da cegueira total e da baixa visão. No primeiro caso, uma pessoa é considerada cega quando não possui percepção de luz e forma, seja por fatores neurológicos ou fisiológicos, congênitos (quando nasce com essa condição) ou adquiridos (devido a alguma doença ou outro evento). Ela pode aparecer devido:

  • Uma degeneração macular ou retinose pigmentária na retina - doenças hereditárias que afetam a visão periférica e noturna;
     
  • Uma doença (como a catarata) que atinge as estruturas transparentes do olho e a opacidade da córnea;
     
  • Uma doença (glaucoma ou diabetes) que afeta o nervo óptico;
     
  • Um dano cerebral que atinge a visão e leva à cegueira.

Como um indivíduo cego não consegue ter sua visão revertida com tratamentos clínicos, ele precisa contar com algumas tecnologias assistivas direcionadas para que tenha uma vida normal e independente. Entre as adaptações, estão o sistema Braille (por isso, é comum muitos cegos que realizam um curso de Braille), bengalas e cães guias. Hoje em dia, felizmente, vemos muitos que praticam as mesmas atividades que todos e estão cada vez mais autônomos, graças a essas ferramentas e demais métodos.

Agora, quando pensamos em baixa visão, é preciso ter em mente que trata-se de uma condição muito variável, que depende muito do caso, pois ainda há percepção de luz e acuidade visual (quando o indivíduo tem dificuldade para enxegar a forma ou o contorno dos objetos). No mais, muitos médicos definem como a visão que interfere nas atividades cotidianas (como a leitura, por exemplo) e que não há chance de correção por óculos convencionais. Entre algumas dificuldades desse grupo, estão:

  • Percepção turva, afetando o contraste, cor, revelo e distância do objeto;
     
  • Visão tubular, quando a acuidade visual é normal, porém há dificuldade em enxergar no escuro e na realização de atividades convencionais;
     
  • Visão periférica/escotoma central, quando a acuidade visual é baixa, sendo necessária a ampliação dos objetos para a leitura, por exemplo.

É importante salientar que qualquer pessoa está propícia a adquirir a deficiência visual, seja um problema de baixa visão ou cegueira, sobretudo se já possui alguma dificuldade para enxergar e não faz o tratamento de alguma patologia, como o glaucoma, por exemplo. Com o tempo, as estruturas oculares acabam se desgastando, por isso é bastante comum casos assim entre as pessoas da terceira idade, as mais afetadas por doenças como a catarata.

Outra situação que também é bom explanar é quanto à relação da deficiência visual com outras deficiências (sendo primária ou secundária), o que leva ao que os especialistas chamam de deficiências múltiplas. Entre os casos mais populares, estão a surdocegueira ou a ligação com transtornos intelectuais, como o autismo. Para saber mais sobre essa condição, indicamos cursos online com certificado referentes a Deficiências Múltiplas e Deficiências Múltiplas/Deficiências Visual.

Falando em cursos online, esclarecemos que todos os pontos e dúvidas comuns sobre essa e mais deficiências podem ser vistos detalhadamente nessas opções, que mostram dados atualizados e perfeitos para a capacitação e aperfeiçoamento dos interessados nessas pautas. Aqui no Educamundo, além do Curso Online Deficiência Visual, há um amplo leque de cursos a distância que trata de assuntos pertinentes a profissionais da área da saúde, educação, direito, assistência social, entre outras.

curso online deficiência visual

A organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a deficiência visual em três graus:

  1. Baixa visão (leve, moderada ou profunda): neste grau pode haver a compensação por meio de lentes, telescópios, lupas e treinamentos para orientação;
  2. Próximo à cegueira: neste grau a pessoa só distingue luz e sombra e já utiliza o braile.
  3. Cegueira: já não há percepção alguma de luz. Os recursos como braile, treinamento de mobilidade e orientação e qualquer outro tipo de tecnologia assistiva são essenciais.

Causas da deficiência visual

Como está sua saúde ocular? Você se consulta com o oftalmologista frequentemente? Precisa usar óculos devido a algum problema de miopia, astigmatismo, ou outro fator similar? É essencial que todos se atentem a essas questões e possam se conscientizar para cuidar sempre de sua visão. Como já dissemos, qualquer um pode adquirir uma deficiência visual, sobretudo devido à falta de cuidados e o aparecimento de doenças graves.

Segundo um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, essa condição aparece cada vez mais cedo devido à falta de cuidados. Cerca de 30 mil crianças no Brasil estão cegas devido a doenças que poderiam ser evitadas e prevenidas, como a ambliopia e o estrabismo. Em grande parte dos casos, há falta de testes infantis simples, como o teste do olhinho logo ao nascer, ou a falta de consultas ou orientações médicas frequentes, o que abre margem para problemas como glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.

Entre os adultos, dados da OMS mostram que, com a prevenção e o diagnóstico precoce, seria possível evitar 80% dos casos de deficiência visual no mundo. Já uma pesquisa do World Report on Disability 2010 e Vision 2020 revela números ainda mais preocupantes: a cada 5 segundos, 1 pessoa se torna cega no mundo. Além disso, até 2020 o número de deficientes visuais deve dobrar, sobretudo nos países subdesenvolvidos. Entre as principais causas, estão doenças como:

  • Glaucoma, que representa 12,3% dos casos de cegueira irreversível no mundo;
     
  • Degeneração macular, doença hereditária altamente ligada à idade;
     
  • Catarata, doença que mais leva à cegueira no Brasil e atinge mais as pessoas acima dos 60 anos;
     
  • Retinopatia, uma alteração causada pelo diabetes;
     
  • Alta miopia ou atrofia do nervo óptico;
     
  • Opacidade da córnea e tracoma (uma espécie de inflamação nos olhos), entre outras.

Quando se trata de casos de cegueira congênita, o diagnóstico se dá geralmente durante a gravidez. Por isso, é fundamental que a mulher realize todos os exames necessários para identificar essa e demais condições. A partir daí, a família passa a ser orientada para entender o que é deficiência visual e como deverá ser o desenvolvimento da criança assim que vier ao mundo.

Felizmente, hoje em dia existem muitos apoios e aparatos aos deficientes visuais. Cada vez mais vemos muitos cegos e pessoas com baixa visão com total autonomia, realizando qualquer tarefa inerente a todos: estudar, trabalhar, passear, namorar, acessar a internet, frequentar diversos lugares, entre outras ações. Essa inclusão social é extremamente importante e cabe a toda a comunidade entender seus parâmetros.

Para isso, dá para contar com ótimos cursos online com certificado. Se orientar por meio de um curso de deficiência visual e materiais com conteúdos excelentes é uma boa escolha, tanto para entender o universo desses indivíduos, prestar auxílio a eles e acabar com velhos preconceitos.

Os certificados do Educamundo podem ser usados para:


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Apoios e educação de deficientes visuais

Uma dúvida comum de muitos leigos é quanto à deficiência visual na escola. A questão geral é como acontece a educação de cegos e indivíduos com baixa visão e se há abordagens direcionadas em todas as instituições. Nesse contexto, é interessante saber que qualquer pessoa com deficiência pode frequentar uma sala de aula regular, junto a todos os colegas.

Por outro lado, a deficiência visual na escola depende também de um apoio específico, conhecido aqui no Brasil como Atendimento Educacional Especializado (AEE), um direito desse grupo e que fortalece seu aprendizado. São atividades que complementam o ensino tradicional e são conduzidas por professores especialistas, como um curso de Braille, por exemplo. Essas aulas são mais livres e estão disponíveis tanto para as crianças quanto jovens e adultos, até que estejam plenamente desenvolvidos e possam trabalhar e se profissionalizar.

No caso dos deficientes visuais, além do popular curso de Braille, um sistema de leitura por pontos usando o tato, há ainda outros recursos, que fazem parte de uma área conhecida como tecnologia assistiva (ou ajudas técnicas). São softwares com sintetizadores de voz, aparelhos com saída de voz, livros falados, lupas e lentes diversas, ampliadores, bengalas e um treinamento de orientação e mobilidade – para que possam andar sozinhos, identificar os sons e realizarem atividades cotidianas.

Se desde cedo um indivíduo tem contato com essas ferramentas e recebe todos os auxílios primordiais, com certeza ele pode crescer com total autonomia. Por isso, toda escola deve estar preparada para receber qualquer pessoa com deficiência e se adaptar a suas necessidades, tanto com as aulas e a metodologia de ensino quanto na estrutura física do local. No caso dos deficientes visuais, é importante que o local tenha faixas especiais, informações em Braille, caminhos sem obstáculos, entre outras providências. Para ter uma noção prática do atendimento educacional especializado para deficientes visuais, assista ao vídeo e saiba como é o trabalho em uma escola da cidade de Bauru (SP):

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E não só a deficiência visual na escola deve ser trabalhada e exaltada. Toda a comunidade deve se atentar a esses recursos para tornar a vida desse grupo mais fácil, sobretudo nas ruas e ambientes públicos. Em grandes cidades, como São Paulo, por exemplo, é comum vermos essas ajudas técnicas nas avenidas, nas estações de metrô e em muitos estabelecimentos. Mas, e em outros lugares, sobretudo regiões mais distantes, será que dá para contar com esses aparatos?

A mobilidade urbana ainda é um problema sério em várias cidades brasileiras. Grande parte não tem um planejamento básico para os cegos, que precisam literalmente "se virar" ou contar com o auxílio de outras pessoas para se orientar, ficando expostos a perigos e situações tensas. Por isso, muitos grupos pedem que os municípios invistam em recursos e tecnologia para ajudar os deficientes visuais, físicos, auditivos, ou seja, todos, além de comércios e estabelecimentos, com banheiros, mesas e cadeiras adaptadas, entre outros métodos presentes na tecnologia assistiva.

Assim, todos fazem sua parte e contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Muitos podem pensar que é difícil investir nesses recursos, mas com pequenas mudanças já dá para atingir ótimos resultados. A informação é a melhor alternativa sempre, por isso, estudar por meio de um curso de deficiência visual é recomendado para pessoas de todas as áreas – conhecendo o assunto, se capacitando, aperfeiçoando e aprendendo como se prevenir e auxiliar todas as pessoas com deficiência. Que tal ser um cidadão melhor e engajado?

Aprenda mais sobre deficiência visual com cursos online

Se você se inspirou com essas informações sobre o universo da deficiência visual e gostaria de compreender todos os aspectos dessa condição, vale muito a pena investir nos cursos online do Educamundo para se especializar no tema. Nosso portal conta com uma série de opções perfeitas para sua qualificação, que complementam o Curso Online Deficiência Visual, o principal dessa pauta. Então, além desse, você pode estudar com demais cursos EAD:

Se você se pergunta como é a vida de um deficiente visual, deve saber que é totalmente adaptada à sua condição. Além das tecnologias assistivas (bengala, caminhos adaptados etc.), existem recursos como relógio, aplicativos e celular para deficiente visual, que ajudam bastante no dia a dia dessas pessoas.

E não para por aí. São mais de 800 cursos a distância excelentes e de variados ramos, ideais para capacitação, atualização e aperfeiçoamento. Todos os cursos online com certificado tem carga horária variável e possuem certificados (opcionais) que podem ser usados como horas complementares na faculdade, em prova de títulos, progressão de carreira, para enriquecer o currículo e diversos outros objetivos.

Para ter acesso a tudo isso, basta se inscrever no Educamundo. O investimento é único, apenas R$ 69,90. A partir daí, você tem acesso a todos os cursos EAD por um ano, realizando todos que quiser durante esse período e sem pagar nada a mais por isso. Incrível, não é? Uma vantagem que só um dos portais que mais cresce no Brasil oferece. Matricule-se, comente e compartilhe essa ideia com seus amigos. Qualquer dúvida, estamos à disposição. Até mais.